Formação e escuta

Psicanálise e neuropsicanálise: onde elas se encontram?

Quem lê na minha formação “pós-graduação em Neuropsicanálise em andamento” pode se perguntar o que isso muda na prática. No modo como as sessões acontecem, nada. Vale explicar por quê.

A neuropsicanálise é um campo de diálogo entre as perguntas que a psicanálise faz há mais de um século — sobre o que se repete sem que a pessoa queira, sobre afetos que não obedecem à razão, sobre memórias que agem sem serem lembradas — e o que se estuda hoje sobre cérebro, emoção, memória e sono. A pergunta é antiga: a psicanálise nasceu de alguém que estudava o sistema nervoso e percebeu que a fala dos pacientes dizia mais do que o que ele localizava no corpo.

Esse diálogo não reduz uma coisa à outra. Um mapa do cérebro não é a biografia de ninguém. Saber o que se ativa quando alguém sente medo não substitui escutar do que essa pessoa tem medo, e por que agora.

Também não é técnica. Não uso exames, aparelhos ou procedimentos neurológicos. A sessão continua sendo o que sempre foi: uma pessoa fala, outra escuta a história, os vínculos, o que insiste em voltar.

Estudo isso porque as perguntas mudam de qualidade quando se conhece mais de um lado do problema. É pensamento, não protocolo. A escuta continua sendo o centro; o estudo é o que a mantém viva.

Quando fizer sentido

Conheça minha formação e a maneira como conduzo o trabalho.

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