Primeira sessão

O que significa “não saber o que dizer” em uma sessão?

Antes da primeira sessão, a preocupação é quase sempre a mesma: “e se eu chegar lá e não souber o que falar?”.

Faz sentido. Em quase todos os outros lugares da vida, é preciso chegar preparado. Reuniões têm pauta; consultas pedem que o problema seja descrito.

A sessão de análise não funciona assim. Não há pauta a cumprir, e ninguém vai avaliar se o que foi dito era relevante o suficiente.

“Não sei o que dizer” já é uma frase. Pode ser dita. O que vem depois dela — a pausa, o comentário sobre o trânsito, o assunto descartado por parecer bobo — também pode. A régua do que tem ou não a ver não precisa ser aplicada antes da fala. Muitas vezes, é falando que se descobre a relação.

Isso não quer dizer que toda hesitação guarde um segredo. Às vezes a pessoa só não sabe por onde começar, e é só isso. A diferença é que, aqui, não saber não é um problema a resolver antes de entrar. É uma das coisas que podem entrar junto.

Quando fizer sentido

Você não precisa preparar um discurso para a primeira sessão.

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